Cleiton Fiuza

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De que valeria ao homem ganhar o mundo inteiro se viesse a perder-se no seu caminho de busca?

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“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.
Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” Mateus 16:24-26

Há exatos 15 anos, fui confrontado de forma muito pessoal por essa argumentação Jesus. Do que me valeria “ganhar a vida” que ainda tinha pela frente, se isso implicasse também em “perdê-la”? Naquele dia, entendi que esse “renunciar-se a si mesmo” envolvia muito mais do que dizer um “não” esporádico para alguma regalia com a qual a vida quisesse me presentear, mas que seria uma coletânea de decisões diárias contra o meu eu, os meus desejos mais íntimos e a minha vontade egoísta de querer o meu próprio bem esteja acima dos demais. Entendi que o “tomar a sua cruz” seria muito mais do que apenas afirmar “morri com Cristo”, mas que seria um caminhar constante na direção da própria morte, ninguém que carrega a sua cruz foge do calvário. Entendi que o “siga-me” não referia-se apenas a um levantar de mão e a adoção de uma sequência de atividades ritualísticas que me definiriam como “cristão”, mas referia-se a pisar nos seus passos, imitá-lo nas suas atitudes e conhecê-lo de forma mais profunda por andar próximo a ele.

Entendi que se eu quisesse “ganhar a minha vida”, encontrar um sentido para ela, descobrir o propósito de estar aqui, ser útil na minha breve existência nesse mundo, teria que “perdê-la”. Mas, não simplesmente abrindo mão de decisões, escolhas e sonhos pessoais para viver os de outras pessoas, como tantos já fazem… essa renuncia só faria sentido se fosse feita por amor a ele, envolvendo os planos e projetos que ele pudesse ter para minha vida. Entendi que longe desse chamado, eu poderia até ter uma vida repleta de conquistas e realizações, de objetivos cumpridos, de muitos risos e momentos inesquecíveis com amigos e família, mas, ainda assim, essa não seria a vida que fui chamado para viver… Poderia ganhar o mundo inteiro e chegar ao final dos meus dias (seja lá quando for) consciente de que muito não passou de correr atrás do vento.

Naquele dia, eu decidi perder a minha vida por amor a ele e, desde então, venho encontrando-a, diariamente, a medida em que tento pisar nos seus passos e segui-lo de perto.

Não sei que outra vida eu estaria vivendo se não tomasse essa decisão dia após dia, mas, sei que, no final das contas, eu acabaria sendo o único perdedor.

De que valeria ao homem ganhar o mundo inteiro se viesse a perder-se no seu caminho de busca?


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