Cleiton Fiuza

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Pastor radical incita uma campanha contra Islã nos EUA.

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O pastor americano Terry Jones é um exemplo do poder da internet. Com a ajuda de uma página no Facebook, o seu Dia Internacional de Queimar um Alcorão passou de uma campanha entre os fiéis da igreja cristã Dove World Outreach, na pequena cidade de Gainesville, com pouco mais de 95 mil habitantes, para uma discussão mundial que forçou o alto escalão do governo dos Estados Unidos a reagir.

Jones, 58 anos, já foi gerente de hotel e trabalhou por 30 anos como missionário na Europa. Em 1996, voltou à pequena Gainesville para dirigir a igreja evangélica e há anos protagoniza uma dura campanha contra o islamismo, que rendeu até mesmo o livro “Islam is of the Devil” (“Islã é do Demônio”, em tradução livre). Nele, Jones conta que a religião islâmica é um risco à liberdade de todas as nações e tem como preceito a opressão e a violência. “Apesar do islamismo proclamar ser a verdade, não é, como Jesus disse no livro de João, a verdade liberta as pessoas. [O islamismo] em vez disso, oprime e mata“, continua.

Aos interessados em ajudar a campanha, Jones oferece o livro em um site por US$ 12,99 (R$ 22,50), ao lado de canecas (R$ 26) e camisetas (R$ 27). Há ainda alguns trechos que podem ser lidos de graça e que resumem bem os seus argumentos.

Muitas pessoas no Ocidente estão dispostas a aceitar o islamismo apenas como outra religião, levando junto todas as crenças e considerações pertinentes à nossa sociedade judaica-cristã. Esta é a coisa mais perigosa que poderíamos fazer. Islã não é simplesmente outro conjunto singular de crenças, islamismo é do demônio“, escreve o pastor.

No site, o pastor explica ainda as cinco razões para queimar o livro sagrado: chocar o mundo de volta à razão; forças as pessoas a fazerem as perguntas difíceis; lembrar ao mundo que ainda há liberdade de expressão; expor a verdade e forçar o mundo a agir. E disponibiliza um blog no qual posta textos contra o islamismo e relatos de apoiadores agradecendo pela “corajosa campanha”.

REDE SOCIAL

Mas, foi no Facebook que Jones encontrou o público que precisava para levar sua campanha a todo o país. A página, que traz os mesmos textos do site, já atrai 11.280 interessados e um mural dividido entre frases de apoio como “islã = ao terrorismo, equação mais simples do mundo” e “queime aquele pedaço de lixo gratuito” e críticas de que tudo não passa de uma piada.

O próprio Jones não escreve na página, que usa o slogan “Islam is of the Devil” como foto de identificação e diz ter como objetivo “alertar aos riscos do islã e de que o Alcorão está levando as pessoas ao inferno“. Segundo a descrição da página, “fogo eterno é o único destino ao qual o Alcorão pode levar as pessoas, então queremos por o Alcorão em seu lugar, o fogo!”.

Sem fotos e de aparência simples, a página da campanha traz ainda 358 links de vídeos de apoio, reportagens sobre terrorismo e denúncias contra o islamismo.

Mas o que Jones espera ser uma campanha de alerta contra a violência supostamente pregada pelo islamismo pode acabar em uma ampla condenação ao seu projeto. O mesmo Facebook tem ao menos outras três páginas contra o evento e que contam com o apoio de mais de 200 mil pessoas (cerca de 20 vezes mais do que a página oficial) –além de alguns relatos de inconformados, como um que alerta a Jones e seus apoiadores de que “Jesus também disse para amar seus inimigos“.

Por enquanto, o pastor soube aproveitar as críticas para levar sua campanha à imprensa. Com entrevistas para os principais jornais e canais de TV americanos, a polêmica de Jones virou assunto de debate entre os americanos e chegou até mesmo a Washington.

Nesta terça-feira, a Casa Branca declarou publicamente estar preocupada com a queima do Alcorão e alertou que o projeto coloca em risco as tropas americanas no Afeganistão e pode ser usada por terroristas como campanha contra os EUA. As críticas vieram também do general americano David Petraeus, chefe das tropas no Afeganistão, do chefe da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen, e da secretária de Estado, Hillary Clinton. A lista inclui ainda o Vaticano e a Liga Árabe.

Jones diz entender os protestos, mas defende estar protegido pela Primeira Emenda da Constituição, que garante a liberdade de expressão. Ele afirmou que os EUA “enfrentam um inimigo com o qual não se pode dialogar e ao qual deve se mostrar força” e nem mesmo as mais de cem ameaças de morte que diz ter recebido desde julho passado parecem intimidá-lo. Por via das dúvidas, começou a usar uma pistola calibre 40 na cintura, até mesmo durante os sermões.

Ele afirma ainda que decidiu declarar 11 de setembro como o “dia internacional de queimar um Corão”.

Na véspera, centenas de pessoas fizeram uma manifestação em Cabul, capital afegã, em um protesto contra os planos de Jones. Petraeus disse que se a queima for realizada, “a segurança de nossos soldados e civis estarão em um perigo maior e nossa missão se tornará mais difícil”.

Os protestos levaram ainda milhares de pessoas a se manifestarem em torno da Embaixada dos EUA em Jacarta, na Indonésia. A Associação Nacional de Evangélicos organizou uma “congregação para a paz” entre cristãos, muçulmanos, judeus e hindus para uma vigília na véspera do 11 de setembro.

Fonte: Site UOL


1 Comentário

  1. soneir maria de oliveira diz:

    tenho um sonho de poder adotar uma criança ainda este ano

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