Cleiton Fiuza

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A vida passa como em locomotivas.

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A vida passa como em locomotivas… rápida, com poucas paradas e firme em sua trajetória. Rumamos constantemente de uma estação a outra, surpreendendo-nos com o que surge a cada curva, sendo alimentados pela coragem para superar os desafios que encontraremos pelos caminhos que cruzamos.

A cada estação, conhecemos pessoas fascinantes, que logo tornar-se-ão inesquecíveis, e que seguirão conosco até uma próxima parada. Também, deixamos pessoas queridas e despedimo-nos daqueles que continuarão suas jornadas junto a outras pessoas em outras locomotivas…

A vida torna-se uma experiência incrível quando entendemos que, como nas locomotivas, precisamos compartilhar o mesmo vagão com outras pessoas à medida que nos deslocamos de uma estação a outra. Pessoas de todos os tipos, lugares, classes sociais, culturas e vivências estarão sempre dividindo o mesmo espaço conosco. Algumas cheias de dúvidas e temores, carregadas de traumas de outras locomotivas que pegaram pelo caminho… Outras, repletas de histórias fabulosas, anseiam por compartilhar tudo o que já aprenderam, e como elas nos ensinam quando aprendemos a aproveitar o curto tempo que teremos até a próxima parada, onde mais uma vez seremos separados pelas locomotivas mais uma vez… Umas tão dispostas a amar, que deixam seus nomes gravados em alto relevo no nosso coração… outras, tão cheios de rancor, amargura e ressentimento que corroem nossas emoções tal qual o ferrugem que se espalha pelo metal.  Seguimos em locomotivas…

A vida passa como em locomotivas… E, à medida que trocamos de locomotivas, percebemos que os bebês, que em outros tempos afagamos no colo, cresceram e já geraram seus próprios bebês…  admiramos como rugas surgiram nos rostos daqueles com quem cruzamos três ou quatro vezes em outras locomotivas… sentimos que nossos joelhos tornaram-se fracos e as mãos, que outrora eram firmes, agora já tremulam ao segurarem na porta de acesso… vozes amigas, muito amadas, ganharam novas tonalidades, tornaram-se fracas, quase sem força… entristecemo-nos por descobrir que alguns amigos queridos já seguiram nas locomotivas que levam a última viagem…

E assim, seguindo em locomotivas, passam-se nossos dias, meses e anos, até que, envelhecidos ou não, embarcamos em nossa última viagem. Seguimos rumo à última estação, onde com muito amor somos esperados pelo Pai. Só então, encontraremos descanso.

Escrito por Cleiton Fiuza


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