Cleiton Fiuza

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Jesus, um Rei de Prostitutas e Mendigos.

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No dia que antecedeu a Sua crucificação, durante o julgamento mais conhecido da história, Jesus foi comparado a um “Rei de prostitutas e mendigos”. Com estas palavras, os líderes de Jerusalém tentaram diminuir Aquele que estava atraindo as multidões e tornando-se conhecido em todas as cidades da região como o Messias prometido ao povo judeu.

Analisando um pouco os fatos que precederam este julgamento, descobrimos que, uma semana antes, este mesmo Jesus foi recebido e aclamado como rei ao entrar em Jerusalém, tratado com honras e respeito pela maioria das pessoas que viviam naquela cidade. O que podemos concluir então? Que este “Rei” não atraia apenas prostitutas e mendigos. Algo era diferente nEle e em Suas palavras.  Ele amado pelos rejeitados, não por dar-lhes dinheiro ou comida, mas por ser capaz de amá-los como ninguém havia feito antes.

Os líderes judeus daquela época não estavam preocupados com as prositiutas e mendigos que estavam sendo atraidos por Jesus. Ele foi odiado, invejado, perseguido, mal interpretado e erroneamente julgado por afirmar ser Ele o Filho de Deus.

Ao ser julgado, Ele não pronunciou um palavra em sua defesa. O Filho de Deus permaneceu calado diante de seus inquisidores, como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele aceitou a zombaria, o descaso e a incredulidade daqueles que esperavam pela promessa que Ele mesmo estava cumprindo. Ele sabia qual o motivo que O havia trazido a este mundo e qual era o Seu verdadeiro Reino.

Mais de 2000 anos se passaram, e, ainda hoje, multidões continuam sendo atraídas até Ele. Muitos tentam julgar os Seus atos e interpretar suas as Suas reais intenções… Poderia um Deus fazer-se homem e achegar-se à classe mais desprezada da nossa sociedade? Será que Ele amou aquelas pessoas ou só queria uma multidão que O adorasse? Por que, sendo Deus, Ele aceitou tudo o que lhe fizeram? Será que Jesus realmente era quem dizia ser? E para você, quem é Ele? Um “Rei de prostitutas e mendigos” ou o Filho de Deus que foi enviado ao mundo “para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna”?

Ele me atraiu…

Sempre fui um péssimo jogador de futebol. Em qualquer jogo de final de semana, eu costumava ser o último a ser selecionado para fazer parte de algum time. Pior, ainda ganhava o apelido de “café com leite”, significando que não faria muita diferença naquela partida.

Sempre fui um estudante dedicado. Desde os primeiros anos de escola, minhas notas costumavam estar entre as melhores da turma. E, em qualquer época de prova, meu nome costumava ser lembrado como referencial de alguém que poderia ensinar matemática ou português aos que tinham mais dificuldade para reter a matéria (coincidentemente, estes eram os melhores jogadores de futebol).

Dentro dessa realidade, cresci pensando que eu só seria “alguém” se eu tivesse algo a oferecer. Na hora do intervalo, minha bicicleta era tão solicitada quanto os jogos eletrônicos de “alguém” que os possuía. Este era o sistema, era assim que as coisas funcionavam, eu só tinha que me ajustar.  “Dar para receber em troca” tornou-se minha filosofia de vida.

Por ter nascido em uma família religiosa, cresci ouvindo a respeito de Jesus, de Sua morte em uma cruz e de um livro polêmico chamado Bíblia. Freqüentava reuniões cristãs sempre que podia. Gostava das músicas que ouvia na igreja, elas tinham uma melodia atraente para mim. Mesmo assim, Aquele Deus cristão sempre pareceu um tanto quanto longe da minha vida.

Eu tinha a Sua imagem bem clara em minha mente, uma que me apresentaram quando ainda era criança: a de um homem cheio de feridas e marcas de sofrimento, pendurado em uma cruz, com uma coroa de espinhos na cabeça e um olhar tristonho. Na minha mente, Ele estava pedindo algo a todas aquelas pessoas sentadas à Sua frente na igreja, implorando para que acreditassemos nEle e O amassemos.

Às vezes, ficava frustrado por ler a Bíblia e não conseguir entender muita coisa. Ela mais parceia um livro cheio de narrativas legais que incluiam heróis e grandes prodígios em uma época antiga. Para mim, ela era tão atraente quando os livros de contos da mitologia grega. Achava que só as pessoas “especiais” poderiam compreendê-la totalmente.

Foi assim que cheguei aos quatorze anos, com muitos amigos, algumas decepções, muitas concepções e uma vida inteira pela frente. Julgando-me o detentor da verdade, conhecedor de Deus e independente dEle, me deparei com Jesus, este “Rei de prostitutas e mendigos”, e percebi o quanto Ele era real e o quanto eu estava vazio da Sua presença.

No começo de 1994, fui convidado para participar de um retiro espiritual cristão. Eu não me sentia nem um pouco motivado a participar de programações como esta, mas gostava de acampar em fazendas e isto me motivou a ir. Lá, comecei a observar o comportamento dos cristãos e a notar que existia algo diferente, eles simplesmente demonstravam um amor mútuo e altruísta, que não exigia nada em troca. O que era totalmente contrário a minha forma de entender amizade e relacionamentos.

Perguntei a um amigo próximo como eu poderia experimentar aquilo que eles experimentavam e ele me disse que Deus era a única diferença, que eu precisava ter um bom relacionamento com Ele para poder ter um bom relacionamento com outros. Retruquei na mesma hora dizendo que esta não poderia ser a diferença porque eu conhecia a Deus. Foi aí que ele me fez um desafio, “feche os olhos e procure onde Deus está em sua vida”, fiz isto por uns cinco minutos e descobri que Ele não estava em nenhum lugar.

Ele me mostrou um texto em Apocalipse 3:20 que dizia: “Eis que estou a  porta e bato, se alguém ouvir a voz e abrir a porta, eu entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo”.  Então entendi que Deus esteve todo este tempo esperando pelo meu convite e eu nunca havia aberto a porta da minha vida para Ele. Fiz isto, assim que compreendi o motivo pelo qual sentia tanto vazio.

O amor com o qual Ele amou todas a pessoas, demonstrado e provado em cada atitude Sua, me atraiu aos Seus pés. Não pedindo nada em troca, não exigindo que eu fosse alguém “especial” para Ele ou para os outros, simplesmente me amando, antes mesmo que eu O amasse.

Aquele Deus, que conheci derrotado em uma cruz, com olhar de súplica e desespero, a quem adorei por toda a minha infância sem conhecê-lO pessoalmente, mostrou-me quem Ele é de fato, um Salvador vivo e um “Rei” onipotente. Muita coisa aconteceu desde o dia em que Ele me encontrou, em alguns momentos andei lentamente, em outros, acelerei o passo, mas em nenhum deles pude duvidar da presença constante de Jesus em minha vida.

Este “Rei de prostitutas e mendigos” está disposto a fazer uma revolução espiritual em sua vida. Se você ainda não O encontrou, quero dizer que Ele está disposto a te encontrar no meio da tua jornada e mostrar o quanto te ama. A história dEle não acabou naquela cruz, nem nos primórdios da igreja cristã, ela continua até hoje. No entanto, a tua história pode nem ter começado ainda.

Escrito por Cleiton Fiuza


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