Cleiton Fiuza

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Além dos Evangelhos, existem outras fontes sobre Jesus Cristo?

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Os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João não são os únicos escritos antigos que relatam a existência de Jesus e fatos ligados a Ele. Cornélio Tácito (nascido em 52-54 d.C), considerado um historiador romano, governador da Ásia, genro de Júlio Agrícola, que era governador da Grã-Bretanha, escrevendo sobre o reino de Nero, Tácito refere-se à morte de Cristo e a existência de cristãos em Roma:

“Mas, nem todo o conforto que poderia vir dos homens, nem todos os favores que o príncipe poderia conceder, nem todos os sacrifícios que poderiam ser oferecidos aos deuses, valeriam para libertar Nero da infâmia de ser acusado da ordem de conflagração, do incêndio de Roma. Daí, para abafar os boatos, ele falsamente culpou, e castigou com as mais inusitadas torturas, as pessoas comumente chamadas de cristãs, que eram odiadas devido às suas atrocidades. Cristo, o fundador do nome, foi condenado à morte por Pôncio Pilatos, procurador da Judéia no reino de Tibério. No entanto, a perniciosa superstição, que durante algum tempo foi reprimida, irrompeu novamente, não apenas em toda a Judéia, onde se originou o mal, mas também na cidade de Roma” (Annais XV.44)

Tácito faz outra referência ao cristianismo em um fragmento de seus textos históricos, falando do incêndio no templo de Jerusalém, em 70 d.C., e preservado por Sulpício Severo (Chron.11.30.6)

Luciano, o satirista do segundo século falava jocosamente sobre Cristo e os cristãos. Ele os associava à sinagoga da Palestina e se referia a Cristo como: “… o homem que foi crucificado na Palestina porque iniciou aquele novo culto no mundo… além disto, seu primeiro legislador convenceu-os de que eram todos irmãos uns dos outros, depois de terem definitivamente transgredido, negando os deuses gregos e adorando o próprio sofista crucificado, vivendo sob suas leis” (The Passing Peregruis)

Flávio Josefo (nascido em 37 d.C.), um historiador judeu que se tornou fariseu aos 19 anos. Em 66 d.C., era o comandante das forças judaicas na Galiléia. Depois de ter sido capturado, aderiu aos centros romanos. Em uma citação ardentemente contestada, ele diz:

“Ora, aproximadamente nessa época havia Jesus, um homem sábio, se for lícito chamá-lo de homem, pois ele fez obras maravilhosas, foi um professor de homens que receberam a verdade com júbilo. Ele atraiu para si muitos dos judeus e muitos dos gentios. Ele era o Cristo. E, quando Pilatos, pela sugestão dos homens mais importantes dentre nós, o condenara a cruz, os que primeiramente o amaram não o esqueceram, pois o Cristo lhes apareceu com vida novamente, no terceiro dia. Os profetas divinos haviam previsto estas e dez mil outras coisas maravilhosas acerca dele. E o grupo dos cristãos, assim chamados por causa dele, ainda hoje existe.” (Antiquities xviii.33. Início do segundo século)

Sendo honesto, deixo claro que muitos eruditos suspeitam que esta citação foi anexada e que, originalmente, Josefo disse que Jesus era “aquele chamado de Cristo”. Mesmo assim, a historicidade de Jesus e Suas afirmações de ser o Messias são corroboradas.

Seutônio (120 d.C.), outro historiador romano, oficial da corte de Adriano, analista da Casa Imperial, afirma: “Como os Judeus estavam constantemente perturbados por causa da instigação de Chrestus (outro modo de escrever Cristo), ele os expulsou de Roma” (Vida de Cláudio 25.4)

Ele também escreve: “Nero infligiu o castigo sobre os cristãos, uma classe de homens adeptos de uma nova e falsa superstição” (Vidas dos Césares, 26.2)

Plínio Segundo, Plínio o Jovem, governador da Bitínia, na Ásia Menor (112 d.C.), escreveu ao imperador Trajano pedindo conselhos sobre como tratar os cristãos.

Ele explicou que matava homens e mulheres, meninos e meninas. Havia tantas pessoas sendo mortas que ele questionava se deveria continuar assassinando todos os que descobrisse que eram cristãos ou se devia matar apenas alguns homens determinados. Explicou que fizera os cristãos reverenciarem as estátuas de Trajano. Continua dizendo que também os fez “amaldiçoar a Cristo, o que um cristão legítimo não pode ser induzido a fazer”. Na mesma carta, Plínio fala das pessoas que estavam sendo tentadas: “Eles afirmavam, porém, que toda sua culpa, ou seu erro, consistia no hábito de reunir-se em determinado dia antes do amanhecer, quando cantavam em versos alternados um hino a Cristo, como a um deus, e faziam um juramento solene. Não queriam praticar atos malignos, mas nunca trair sua palavra, e não negavam sua crença quando convocados a renunciar” (Epistolas X.96).

Tertuliano, Jurista (advogado) e teólogo de Cartago, em uma defesa do cristianismo (197 d.C.) diante de autoridades romanas na África, menciona o diálogo entre Tibério e Pôncio Pilatos:

“Consequentemente Tibério, naqueles dias em que o nome cristão foi introduzido no mundo, ele mesmo tendo sido informado sobre os fatos que haviam demonstrado claramente a verdade da divindade de Cristo, levou a questão diante do senado, com seu próprio parecer favorável a Cristo. O senado, não dando sua aprovação, rejeitou a proposta. César sustentou sua opinião, ameaçando sua ira contra todos os acusadores dos cristãos” (Apologia v.2). Como estou sendo honesto, afirmo que alguns historiadores duvidam da historicidade desta passagem, mas, uma outra referência a ela pode ser encontrada em Justino Mártir (Apology 1.35).

No museu britânico há um manuscrito muito interessante que preserva o texto de uma carta pouco depois de 73 d.C., mas não podemos ter certeza da data. Esta carta foi enviada por um sírio de nome Mara Bar – Serapião a seu filho Serapião. Na época, Mara Bar-Serapião estava na prisão, mas ele escreveu para encorajar seu filho na busca de sabedoria, e ressaltou que os que perseguiam os homens sábios eram assolados pela desgraça. Ele exemplifica com as mortes de Sócrates, Pitágoras e Cristo:

“Qual foi a vantagem dos atenienses ao condenar Sócrates à morte? A fome e as pragas ocorreram como sentença por seu crime. Qual foi a vantagem dos homens de Samos ao queimar Pitágoras? Em certo momento, sua terra foi coberta de areia. Qual foi a vantagem dos judeus ao executar seu sábio Rei? Logo depois, seu reino foi desmantelado; Deus vingou justamente aqueles três sábios: os atenienses morreram de fome; os semianos foram esmagados pelo mar; os judeus, arruinados e destituídos de sua terra, vivem em total dispersão. Mas Sócrates não morreu para sempre; ele permanece na estátua de Hera. Nem o sábio Rei morreu para sempre; Ele persiste nos ensinamentos que deixou.” (1/114)

Justiniano Mártir, Elgin Moyer, em “Quem foi quem na história da Igreja”; Moody Press, 1968 ) descreve Justino como um “… Filósofo, mártir, apologista, nascido em Flavia Neapolis. Culto, parece ter tido meios suficientes para viver estudando e viajando. Como pesquisador ávido da verdade, examinou sucessivamente o estoicismo, o aristotelismo, o pitagorismo e o platonismo. Para ele, o platonismo era o melhor, e Justino achava que estava prestes a alcançar o objetivo de sua filosofia – a visão de Deus – quando certo dia, durante uma caminhada solitária na praia, o jovem filósofo encontrou um velho e venerável cristãos de aparência cordial e com serena dignidade. Este humilde cristão abalou sua confiança na sabedoria humana e indicou-lhe os profetas hebreus, ‘homens mais antigos do que todos os tão estimados filósofos, cujos escritos e ensinamentos prenunciaram a vinda de Cristo…’ Seguindo o conselho daquele gentil senhor, nosso platonista fervoroso tornou-se um cristãos crente. Ele disse: ‘descobri que somente esta filosofia é segura e proveitosa’. Após sua conversão, que aconteceu na juventude, ele se dedicou inteiramente à defesa e disseminação da religião cristã”

E cerca de 150 d.C., Justino Mártir, dirigindo sua “Defesa do Cristianismo” ao imperador Antonino Pio, referiu-se ao relato de Pilatos, que em sua opinião deveria ser preservado nos arquivos imperiais. No entanto, as palavras “Eles perfuraram minhas mãos e meus pés”, diz ele, “descrevem os cravos que foram fixados em Suas mãos e em Seus pés na cruz; e, depois que Ele foi crucificado, os que O crucificaram, tiraram a sorte por Suas vestes e dividiram-nas entre si; e pode-se comprovar que esses são os fatos com base nos ‘atos’ que foram registrados sob o domínio de Pôncio Pilatos”. Mais adiante, ele afirma: ”Pode-se ter plenas evidências dos milagres que Ele fez lendo os ‘atos’ de Pôncio Pilatos” (Apology 1.48).

Os próprios Tamuldes Judaicos o citam, Na parte destes escritos conhecida como Talmudes Babilônicos, há uma referência que diz: “Na véspera da Páscoa, eles penduraram Yeshu. E um proclamador saiu na frente dele, durante quarenta dias, (dizendo): ‘Ele vai ser apedrejado, porque praticou bruxaria e instigou e desviou o caminho de Israel. Todos os que sabem de algo a seu favor, venham e defendam-no’. Mas, não tendo encontrado nada a seu favor, penduraram-no na véspera da Páscoa.”.

O manuscrito de Munique deste baraitha traz: “Yeshu o Nazareno”. “Yeshu”, traduzido do grego para nossa língua, é “Jesus”. Nas palavras de Morris Goldstein: “O cumprimento da sentença de morte na véspera da Páscoa é uma forte evidência do significado de Jesus, o Cristo do cristianismo.”

Sobre esta citação, Josh McDowell comenta: “A palavra ‘penduraram’ também se refere à crucificação. Tanto Lucas 23:39 quanto Gálatas 3:13 a usam dessa maneira. Este baraitha concorda ainda com João 19:14, ao fixar a crucificação ‘na véspera da Páscoa’. Mas, por que as autoridades judaicas estavam ‘pendurando’ Jesus, em vez de apedrejando-o, como prescrevia a lei? A melhor explicação é que a palavra ‘pendurado’ evidencia a historicidade da crucificação de Jesus sob os romanos.

Esta passagem é significativa ao que não nega. Em primeiro lugar, não nega a participação dos judeus na morte de Jesus. De fato, nem mesmo menciona os romanos. Antes procura demonstrar que as autoridades judaicas cumpriram a sentença, mas de uma maneira justa. O resultado é uma clara afirmação da historicidade de Jesus e sua morte. Em segundo lugar, esta passagem não nega que Jesus realizou milagres. Ao contrário, procura explicá-los como tendo sido realizados através da feitiçaria ou mágica. A mesma reação aos milagres de Jesus é registrada em Marcos 3:22 e Mateus 9:12,25. Mais uma vez, há uma afirmação evidente da historicidade de Jesus, e desta vez também de seus milagres.”

Escrito por Cleiton Fiuza

Fontes de pesquisa:

“Não tenho fé suficiente para ser um ateu” por Norman L. GeislerFrank Turek.

“Evidências que exigem um veredicto” por Josh McDowell   

“Jesus as a Figure in History: How Modern Historians View the Man from Galilee” por Alan Mark Powell


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