Cleiton Fiuza

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Igrejas em Crise

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Fazendo uma breve análise da nossa igreja moderna como um grupo no total, uma lista de pontos negativos rapidamente surge diante dos nossos olhos. Atualmente, é quase impossível contabilizar-se o número de denominações cristãs evangélicas, porque elas continuam surgindo a cada dia em vários lugares do mundo. Com um nome diferenciado, seus próprios costumes, doutrinas específicas, maneiras diferentes de interpretar textos bíblicos , estes grupos aparecem de um momento para o outro e ganham respeito no meio do corpo de Cristo.

Isto vem causando uma grande confusão no meio cristão. É cada vez mais difícil saber se estas novas denominações são formadas por verdadeiros cristãos ou não, se podemos indicar algumas destas igrejas como lugares seguros para novos convertidos, se o que eles realmente pregam é Jesus como Salvador e Senhor através da Bíblia ou se apenas disseminam uma nova doutrina repleta de “pode” e “não pode”. 

Observando um pouco mais estas novas denominações, percebemos que a maioria de seus membros veio de uma ou de várias outras igrejas evangélicas tradicionais em que, por alguma razão, não estavam satisfeitos. Estes novos grupos são, não na sua totalidade, frutos da discordância de antigas lideranças, da divisão de um grupo que existia antes ou, simplesmente, da mente de algum grupo “revolucionário cristão” que está buscando voltar aos moldes da igreja primitiva. Concordando comigo ou não, esta deve ser uma forte razão para que a igreja cristã (formada por verdadeiros cristãos e não por templos ou nomes) deva mobilizar-se em busca de uma solução para este problema, antes que sejamos comparados ao catolicismo romano antes da reforma luterana.

Qual a razão de tudo isto estar acontecendo? A igreja tem sido relapsa e conivente com esta onda “neo-doutrinária”, e muitos de nós crêem erroneamente que a partir do momento em que um grupo começar a pregar Jesus Cristo como único Salvador pode ser considerado como igreja cristã, e não levamos em consideração o que é pregado em complemento a isto, tornando-nos omissos em relação à vida das pessoas que se unem a eles. Na verdade, corremos o risco de termos aceito várias seitas como igrejas cristãs.

Quando Jesus nos alertou sobre a Sua Segunda vinda e sobre o final dos tempos, Ele nos disse: “Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos” (Mt 24:10-11 NVI). Provavelmente, estamos vendo o cumprimento destas profecias em nossos dias.

Estes novos grupos possuem uma grande determinação para pregar e discipular e estão, diariamente, evangelizando em seus campos de atuação. Seriam grandes pregadores modernos, se não cressem que o batismo é essencial à salvação, que a confissão de pecados ao seu discipulador é necessária para que sejam perdoados e que os seus líderes devem decidir todas as coisas que eles devem fazer, inclusive com quem devem casar ou onde devem investir os seus salários. Ou ainda, pregando uma liberdade excessiva ou uma volta ao legalismo farisaico. 

Pregam que, por sermos filhos de Deus, temos direito de cobrar dEle todas as promessas encontradas na Bíblia e que Ele tem o dever de nos conceder tudo aquilo que requerermos. Que não podemos adoecer, nem sequer pensar em nos tornarmos pobres, porque isto seria uma demonstração da falta de nossa fé. Passam imagens distorcidas de Deus, ou moldado na figura de um criador ausente e descompromissado ou na de um carrasco pronto para castigar-nos quando falharmos.

Estes grupos vêm causando um grande rombo no meio cristão, pois as pessoas que se envolvem com eles, geralmente, afastam-se de Deus decepcionadas com Ele.

É sempre muito fácil delegarmos a responsabilidade a alguém e nos colocarmos fora da situação. Se ninguém faz nada em relação a isto, por que eu deveria fazer? Se ninguém se preocupa, por que eu deveria me preocupar? Se ninguém fala sobre isto, por que eu deveria falar?

Por: Cleiton Fiuza


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